Problemas Emocionais e de Comportamento (PEC) e Vulnerabilidade Cognitiva em Crianças e Adolescentes: Um estudo longitudinal

Coordenador Discente: Isabella Soares Barreto

Orientador: Prof. Maycoln Teodoro

Início: 2015

Descrição: A vulnerabilidade cognitiva pode ser compreendida através do paradigma de diátese-estresse que prevê que os indivíduos possuem cognições disfuncionais latentes que se tornam evidentes ao serem acionadas por eventos estressores. Indivíduos cognitivamente vulneráveis estariam mais propícios ao surgimento da sintomatologia internalizante e externalizante após passarem por eventos estressores do que os indivíduos resilientes. O presente estudo buscou investigar essa hipótese avaliando alterações dos problemas emocionais e de comportamento em decorrência da vulnerabilidade cognitiva e de eventos estressores. A amostra constituiu-se de 217 crianças e adolescentes de escolas públicas e particulares da cidade de Belo Horizonte, com idade variando entre 10 e 16 anos (M=12,38, dp=1,15). Os sujeitos foram submetidos à duas avaliações com intervalo médio de 8,4 meses entre elas e responderam aos seguintes instrumentos: Inventário de Tríade Cognitiva para Crianças e Adolescentes (ITC-CA), Escala de Pensamentos Automáticos (EPA), Escala de Atitudes Disfuncionais (DAS-C), Inventário de Auto-Avaliação de Jovens (YSR), Inventário de Eventos Estressores na Infância e na Adolescência (IEEA).  Para análise dos dados, pretende-se dividir a amostra de acordo com a vulnerabilidade (Vulnerável, Moderado ou Resiliente) e vivência de eventos estressores nos últimos meses (Baixo, Moderado e Alto Risco). Espera-se encontrar que o grupo cognitivamente vulnerável apresentará maior aumento da sintomatologia internalizante e externalizante em relação ao risco dos eventos estressores do que o grupo moderado e resiliente. 

Integrantes: Mariana Verdolin e Priscilla Ohno